segunda-feira, 23 de novembro de 2009
SERRA CAI 15 PONTOS EM UM ANO....
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), continua à frente da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) nas pesquisas de intenção de voto para presidente da República no ano que vem. Mas, de acordo com pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira (23), a vantagem do tucano em relação aos adversários está diminuindo.Na pesquisa estimulada, em que é apresentada uma lista de candidatos aos entrevistados, José Serra aparece com 31,8% das intenções de voto, contra 21,7% da ministra Dilma. Em terceiro lugar aparece Ciro Gomes (PSB), com 17,5%, seguido de Marina Silva, com 5,9%. Segundo o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, nas pesquisas de primeiro turno realizadas no ano passado o índice favorável a José Serra oscilava de 45 a 49%. "Foram 15 pontos de queda ao longo de um ano".Em um cenário sem Ciro Gomes, o tucano segue na liderança, com 40,5% das intenções de voto, contra 23,5% de Dilma Rousseff. Em setembro deste ano, a pesquisa apontava o mesmo resultado, com 40,1% e 19,9%, respectivamente. Considerando-se Aécio Neves como o candidato do PSDB, a ministra Dilma leva vantagem, com 27,9% das intenções de voto, contra 20,7% do tucano e 10,4% de Marina Silva. Na pesquisa anterior, os percentuais foram de 25,6% para Dilma, 19,5% para Aécio e 11,2% para Marina Silva.A pesquisa também fez levantamentos para o segundo turno. A disputa entre Serra e Dilma dá vantagem ao primeiro, com 46,8% das intenções de voto, contra 28,2% da ministra. Em setembro, os percentuais eram de 49,9% e 25%, respectivamente. Com Aécio Neves na disputa, Dilma Rousseff vence com 36,6% contra 27,9% do governador de Minas Gerais. O levantamento anterior mostrava Dilma com 35,8% contra 26% de Aécio Neves. Na pesquisa espontânea, em que não há indicação de candidatos, Serra aparece com 8,7% contra 5,8% da ministra Dilma. Em primeiro lugar ainda aparece, absoluto, o presidente Lula, com 18,1% das intenções de voto, apesar de não disputar as eleições do ano que vem. Em terceiro lugar na pesquisa espontânea está o tucano Aécio Neves, que disputa a indicação do partido com Serra. Ele soma 4,2% das intenções de voto, á frente de Ciro Gomes, com 2,6%, Heloísa Helena, com 1,4% e Marina Silva, com 0,7%.Rejeição a FHCPara o presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), a queda resulta, em parte, da rejeição ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que apoia José Serra. "O Serra cai muito fortemente em função do apoio do Fernando Henrique. Está clara a rejeição fortíssima do ex-presidente". A pesquisa divulgada nesta segunda avaliou a capacidade de transferência de votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Fernando Henrique nas eleições do ano que vem. O índice dos que não votariam em um candidato apoiado pelo atual presidente da República baixou de 20,2% em setembro para 16% em novembro. Os que afirmaram que só conhecendo o candidato poderiam fazer uma avaliação passaram de 24,6% para 27,4%. Os percentuais dos que só votariam em um candidato apoiado por Lula mantiveram-se estáveis, passando de 20,8% para 20,1%, enquanto os que responderam que poderiam votar em um candidato com o apoio do atual presidente passaram de 31,4% para 31,6%.A pesquisa também considerou, pela primeira vez, um cenário de transferência de votos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, apontando que 49,3% não votariam em um candidato apoiado pelo tucano. Outros 14,2% disseram que poderiam votar em um candidato apoiado por FHC e 27% responderam que só conhecendo o candidato poderiam opinar. Apenas 3% afirmaram que o candidato apoiado pelo ex-presidente seria o único em que votariam.Na avaliação do presidente da CNT, Aécio e Dilma devem crescer nas intenções de voto. "Dilma tem mais votos masculinos do que femininos, assim como o Aécio. E o voto masculino, na reta de chegada, acaba puxando o voto feminino. Se o Aécio continuar no páreo, vai crescer", disse Clésio Andrade, destacando ainda o caráter "agregador" de Aécio como outra vantagem em relação a Serra.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
LAMENTÁVEL....
Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (16) pela Secretaria de Saúde de São Paulo aponta que 40% dos jovens atendidos pelo Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) começaram a usar drogas entre 7 e 11 anos. A primeira substância consumida por 57% deles foi o cigarro. Maconha e álcool também aparecem no topo da lista, sendo consumidos por 51% e 38% dos jovens, respectivamente.Depois vem os inalantes, com 18%, a cocaína, com 17% e, por último, o crack, com 10%.Segundo o autor da pesquisa e coordenador do Programa de Adolescentes do Cratod, o psicólogo Wagner Abril Souto, nota-se que os jovens optam primeiramente pelas drogas consideradas lícitas, como cigarro e álcool, que embora sejam proibidas para menores de 18 anos, são de fácil acesso na sociedade. "Normalmente, o primeiro contato acaba ocorrendo dentro da própria casa, por meio de familiares ou amigos próximos. Muitas vezes, os jovens em recuperação têm outras pessoas da família também em tratamento de combate à dependência", afirma Souto.O levantamento, realizado entre 2007 e 2009, foi feito com 112 dependentes de 12 a 18 anos do centro. Ele mostra ainda que um terço das crianças de 11 anos disse estar fora de escola e 91% dos alunos do último ano no ensino médio apresentam defasagem escolar."Quanto mais cedo os jovens passam a consumir drogas, maiores as chances de adquirirem dependência química. A falta de interesse na escola, o absenteísmo e os comportamentos disfuncionais, como agressividade e isolamento, são inerentes ao envolvimento com essas substâncias", analisou o psicólogo.
FILHINHO DO PAPAI....
Em 1991 um senador da República eleito por SP, FHC, casado com uma renomada antropóloga, Ruth Cardoso, pai de três filhos, teve um caso extraconjugal com uma jornalista da rede Globo, Miriam Dutra. Desse relacionamento extraconjugal nasceu um filho. O apartamento para os encontros amorosos entre o senador FHC e a jornalista global Miriam Dutra, segundo o jornalista Ricardo Noblat, era cedido pelo então deputado federal na época, José Serra, também eleito por SP em 1990. José Serra, hoje governador de SP, foi o alcoviteiro do caso. Desde 1990 José Serra e FHC eram unha e carne. Serra não só ajudava o amigo a trair a esposa, mas compartilhava as idéias políticas do atraso, do entreguismo, de governar sempre para os ricos. José Serra foi eleito deputado federal nessa eleição com apoio preferencial da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN). Em 1994 foi eleito senador por SP, e de imediato declarou-se a favor da privatização da Companhia Vale do Rio Doce. A mídia escondeu por 18 anos os fatos. Hoje, após FHC ter revelado que vai reconhecer a paternidade do filho, os jornalões tratam do assunto muito discretamente. A jornalista teve o filho no Brasil, registrou-o apenas em seu nome e a Globo imediatamente a transferiu para fora do país. Miriam Dutra criou o seu filho na Europa durante 18 anos. Hoje os abestalhados da Veja e afins dizem que ninguém tem nada a ver com vida particular, íntima, de FHC e, pasmem, louvam o fato de ele reconhecer a paternidade do rebento – após 18 anos! Por isso, foi até chamado de ‘grande homem’ por muitos abestalhados.Aqueles que pregam diariamente a moral, a ética, os bons costumes, a família, a fidelidade conjugal tão querida da Igreja, enfiaram o rabinho nos meios das pernas. Sumiram. Transformar esse fato em grande escândalo, com críticas ácidas da imprensa, de políticos, com condenação da Igreja, só se FHC e José Serra fossem do PT, ou da base aliada do governo Lula, como Renan Calheiros. A mídia tão investigativa, tão sedenta por descobrir e publicar a verdade, não vai procurar saber de onde vieram os recursos de FHC para o sustento do filho e da outra na Europa? Não vai apurar se o apartamento emprestado pelo José Serra, na época deputado federal, era o apartamento funcional, pago com o dinheiro do contribuinte? Cadê os juristas de plantão para opinar se houve quebra de decoro parlamentar? Se houve falta de ética?No caso Renan Calheiros, justificaram o escândalo com o argumento de que era um homem público, um senador, e devia respostas e satisfação à sociedade. Foi massacrado pela mídia, só faltou ser enforcado em praça pública. FHC e Serra não são homens públicos? Não devem satisfações à sociedade? Por que? Porque são oposição ao governo Lula, porque mantêm grandes acordos e negócios com os jornalãos e com a mídia, que sempre os favoreceu financeira e politicamente. Os donos da mídia fazem parte da elite, e é para essa elite que FHC e Serra sempre governaram. Se FHC e Serra fossem do PT ou da base aliada do governo Lula, eles estariam perdidos, seriam manchetes nos jornais, na telinha da Globo, nas páginas da Veja. Seriam objeto de CPI, que convocaria até Miriam Dutra e o filho. Seriam massacrados sem dó nem piedade. Mas são do PSDB, então abafe-se o caso, afinal o nome do candidato deles, o Serra, está no rolo e tem que ser preservado.
Jussara Seixas
Jussara Seixas
terça-feira, 10 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
MITOS E VERDADES SOBRE EDUCAÇÃO
Para melhorar a educação pública, basta aumentar o salário dos professores?
É quase senso comum: o primeiro passo para aprimorar a educação seria elevar os gastos públicos na área, principalmente para pagar mais aos professores. Até há pouco tempo, refutar uma premissa como essa dependia, sobretudo, de coragem. Nos últimos anos, porém, diversas pesquisas vêm contestando a relação direta entre o poder do dinheiro e a qualidade do ensino. Em outubro passado, a pesquisadora egípcia Mona Mourshed, Ph.D. pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, apresentou em São Paulo o estudo "Como os melhores sistemas educacionais do mundo chegaram ao topo". O trabalho, realizado pela consultoria internacional McKinsey, radiografou as práticas de 20 sistemas de reconhecido sucesso e constatou que muitos países, como a Austrália e a Alemanha, duplicaram os investimentos em educação entre 1970 e 1994 sem alcançar qualquer melhoria. Nessas nações, a aprendizagem só foi reforçada quando os governos implantaram políticas eficientes para valorizar o professor. Isso foi feito não com salários acima da média, mas especialmente com maciços investimentos em capacitação e condições de trabalho, aliados a estratégias para elevar o prestígio social do educador - até mesmo com campanhas publicitárias.
Claro: não quer dizer que educadores devem ganhar mal. Pelo contrário, precisam de salários dignos para que possam, inclusive, ter uma vida cultural intensa e não sejam obrigados a cumprir jornadas em mais de uma escola para pagar as contas do mês. "Mas não adianta apenas aumentar o salário sem tomar outras medidas". Para alguns, embora os salários brasileiros sejam inferiores ao desejável, há outras condições necessárias para produzir qualidade. "Em alguns estados, os salários são mais altos do que a média, o que não obrigatoriamente resulta em uma educação melhor. É preciso que haja boa gestão, um currículo organizado, com expectativas de aprendizagem elevadas, professores motivados, materiais didáticos diversificados e formação continuada".
É quase senso comum: o primeiro passo para aprimorar a educação seria elevar os gastos públicos na área, principalmente para pagar mais aos professores. Até há pouco tempo, refutar uma premissa como essa dependia, sobretudo, de coragem. Nos últimos anos, porém, diversas pesquisas vêm contestando a relação direta entre o poder do dinheiro e a qualidade do ensino. Em outubro passado, a pesquisadora egípcia Mona Mourshed, Ph.D. pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, apresentou em São Paulo o estudo "Como os melhores sistemas educacionais do mundo chegaram ao topo". O trabalho, realizado pela consultoria internacional McKinsey, radiografou as práticas de 20 sistemas de reconhecido sucesso e constatou que muitos países, como a Austrália e a Alemanha, duplicaram os investimentos em educação entre 1970 e 1994 sem alcançar qualquer melhoria. Nessas nações, a aprendizagem só foi reforçada quando os governos implantaram políticas eficientes para valorizar o professor. Isso foi feito não com salários acima da média, mas especialmente com maciços investimentos em capacitação e condições de trabalho, aliados a estratégias para elevar o prestígio social do educador - até mesmo com campanhas publicitárias.
Claro: não quer dizer que educadores devem ganhar mal. Pelo contrário, precisam de salários dignos para que possam, inclusive, ter uma vida cultural intensa e não sejam obrigados a cumprir jornadas em mais de uma escola para pagar as contas do mês. "Mas não adianta apenas aumentar o salário sem tomar outras medidas". Para alguns, embora os salários brasileiros sejam inferiores ao desejável, há outras condições necessárias para produzir qualidade. "Em alguns estados, os salários são mais altos do que a média, o que não obrigatoriamente resulta em uma educação melhor. É preciso que haja boa gestão, um currículo organizado, com expectativas de aprendizagem elevadas, professores motivados, materiais didáticos diversificados e formação continuada".
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
COVARDIA DE AÉCIO NEVES
Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.
Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral.
A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.
Juca Kfouri
Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral.
A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.
Juca Kfouri
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